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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Táxi aéreo para a Madeira



Numa iniciativa a todos os títulos louvável, a direcção do Clube Desportivo Santa Clara e a administração da Santa Clara Futebol Açores SAD organizou, na recente deslocação da equipa de futebol profissional à Madeira, uma verdadeira “ponte aérea” entre a ilha de S. Miguel e Pérola do Atlântico.

Ao todo, a comitiva encarnada foi composta por cerca de 80 pessoas, entre elementos do plantel profissional, directores, colaboradores, treinadores da formação e atletas que integram os plantéis das formações mais jovens do maior clube dos Açores, membros da claque “Red Boys on Fire” e alguns adeptos, sócios e simpatizantes.

A festa começou por volta das 08h30 no aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, ponto de encontro para o embarque no Dash Q400 Manuel de Arriaga, da Sata Air Açores, que, por um dia, se transformou num verdadeiro táxi aéreo do Santa Clara.

Entre os imperiosos votos de “um feliz 2012”, nos rostos de quem teve a oportunidade de participar nesta iniciativa estava estampada a satisfação por a direcção ter decidido levar mais alto o nome do Clube, havendo a certeza de que naquela segunda-feira a Madeira seria mais vermelha, tamanha foi a onda de apoio e de esperança que voou nas asas de um sonho que a muitos dificilmente lhes passaria pela mente.

Em ambiente de franca convivência, a viagem rumo à Madeira fez-se de forma tranquila no meio de animados diálogos dominados, invariavelmente, pelo nome do Santa Clara, mas sem que alguém desse extrema importância ao motivo pelo qual estávamos sentados naquele avião: o jogo contra o Marítimo.
Claro está que todos levavam a esperança de alcançar um bom resultado, mas durante algumas horas o aspecto competitivo esteve de parte, para darmos asas a recordações, a memórias e aos aspectos sociais de uma acção que só está ao alcance dos grandes clubes, e a verdade é que o Santa Clara é a maior referência desportiva e clubística do nosso Arquipélago.
À chegada à Madeira, esperava-nos um tempo frio, mas solarengo, propício a receber os irmãos do ilhéu vizinho.
A viagem corria célere, provavelmente também devido à ansiedade em saber o que nos tinha sido preparado, e as surpresas sucediam-se. Saídos do aeroporto, dirigimo-nos para um restaurante onde cuidadosamente estavam preparadas umas magníficas espetadas à madeirense para um almoço em família, a verdadeira família encarnada, já depois de nos termos despedido da equipa profissional que seguiu para local tranquilo, no seio do qual esperou pela hora de seguir para os Barreiros.
No restaurante, surgiam os primeiros cânticos de apoio aos encarnados, interrompidos por um discurso tranquilo e realista do Presidente da SAD e do Clube, Mário Batista, no qual não foi esquecido o reconhecimento a todos aqueles que, por amor à camisola, se dedicam de forma descomprometida a elevar o nome Santa Clara.
Já com os estômagos confortáveis, a viagem rumou para o complexo desportivo da Choupana, casa do Nacional da Madeira, onde as boas-vindas e respectiva visita guiada nos foi proporcionada pelo filho do conhecido João Pacheco de Melo, santaclarense de gema, que ali exerce a função de Director de Marketing.
Em plena Choupana, verificamos a diferença que nos separa dos nossos irmãos madeirenses, já que estivemos num verdadeiro complexo desportivo, onde nada falta. Campos de treino quanto baste, uma unidade hoteleira no interior, auditórios, gabinetes técnicos, ginásio, enfim tudo aquilo que um clube precisa para desenvolver a sua actividade e que, infelizmente, o Santa Clara ainda não tem.
Foi no meio de tudo isto que subimos ao relvado para a foto de família, antes de nos despedimos e rumarmos ao centro da cidade do Funchal, momento aproveitado para a compra de algumas recordações, em poucos minutos, já que era necessário seguir para o estádio dos Barreiros, onde os nossos fiéis profissionais aguardavam pelo nosso apoio para o jogo frente ao Marítimo.
Desportivamente, sabe-se, a partida não deixa grandes saudades, mas sempre deu para ver que há razões para acreditar num futuro melhor em termos de resultados, já que na entrega não há nada a apontar a esta equipa do Santa Clara.
Estava a chegar ao fim esta jornada de fraco convívio. Era tempo de seguir para o aeroporto do Funchal para regressar a casa nas asas do Manuel de Arriaga.
Partimos com saudade de um momento de inolvidável fervor clubístico, durante o qual convivemos harmoniosamente e que esperamos repetir.
São acções como estas que nos diferem dos outros e que nos dão um orgulho extremo em dizer: eu sou do Santa Clara, o maior e mais importante clube açoriano, capaz de ombrear com os melhores e que, por um dia, nos proporcionou sensações díspares, todas elas boas, todas elas para mais tarde recordar.
Bem haja a quem tornou tudo isto possível.

fonte/Santa Clara / fotos/João Raposo

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