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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Presidente Cruz Marques


O Santa Clara precisa de reunir muitos recursos, para fazer face a este período, ainda complicado, da sua vida”

O Pavilhão das Portas do Mar recebeu no passado sábado, 30 de Janeiro, o jantar comemorativo do 89.º Aniversário do Clube Desportivo Santa Clara, um evento que contou com a presença de ilustres convidados, entre eles o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, e o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, muitos sócios e amigos dos encarnados de Ponta Delgada.

Um dos momentos altos da festa, foram as homenagens ao ex-dirigente Carlos Cardoso, bem como aos ex-jogadores Martelo, Francisquinho e Marinho, tendo os dois primeiros vindo propositadamente do Canadá.
No momento dos discursos, o Presidente da Direcção do Santa Clara, Manuel Cruz Marques referiu que “um aniversário é sempre motivo de redobrada satisfação e orgulho. E quando temos o privilégio de contar com a honrosa presença de tão distintas personalidades e de tantos amigos, ainda mais satisfeitos e felizes ficamos.
As minhas primeiras palavras são, portanto, para manifestar um profundo agradecimento pela vossa presença, que enobrece este aniversário e envaidece o CD Santa Clara.
Permitam-me que faça uma especial referência a quatro grandes santaclarenses – Sr. Manuel António e esposa, Sr. Paulino Ferreira e Sr. Saúl Cabral – que nos quiseram acompanhar neste dia de aniversário, vindo propositadamente das comunidades emigrantes dos EUA e do Canadá. Ficamos muito honrados com a sua presença.
Este clube, que hoje assinala 89 anos de existência, tem um passado de que muito se orgulha, e continua a pautar a sua vida por uma presença sempre muito intensa, junto da comunidade onde se insere. Neste clube, habituámo-nos a ser parte de um todo, a ser o reflexo das pessoas que se revêem em nós. Habituámo-nos a ser humildes, mas sempre ambiciosos, determinados na acção, empenhados nos objectivos e aguerridos na disputa de todos os desafios, sejam eles desportivos ou não.
Nascemos do povo de Santa Clara – gente trabalhadora, humilde, habituada a ganhar o pão de cada dia com imensos sacrifícios e grande determinação e garra – e sempre honrámos as nossas raízes.
O nosso parto foi conturbado. Nascemos, “a ferros”, do seio de grandes paixões e inúmeras disputas ocorridas no nosso espaço geográfico de origem, onde os “teams” de football se organizavam nas lojas, nomeadamente na do Ti João Travassos – um republicano de sangue na guelra – e na do Sr. Antoninho Carreiro – um monárquico dos sete costados.
Nascemos, e crescemos, quase sempre em ambiente de grande ebulição e disputa. E, ao longo da nossa existência, temos tido a felicidade de poder traçar os rumos da nossa viagem colectiva depois de ardentes contendas e calorosas disputas no seio das populações que nos acolhem. A união da grande família santaclarense forjou-se, pois, na pluralidade das opiniões dos seus sócios, adeptos e simpatizantes, sempre em respeito pelos outros, numa prova de que a democracia e a participação cívica e democrática faz parte dos nossos genes.
De entre nós, muitos se têm estacado, seja por mérito desportivo, seja por outros relevantes serviços prestados ao Santa Clara. É, por isso, que hoje temos muito orgulho em prestar pública homenagem a alguns santaclarenses ilustres, cuja acção honrou e engrandeceu o clube. É o caso do Sr. Carlos Medeiros, mais conhecido por Cardoso, dirigente ainda no activo, do Marinho, antigo hoquista, do Francisquinho e do Virgínio da Costa, mais conhecido por Martelo, ex-futebolistas que muito honraram a nossa camisola.
Volto ao presente, para referir que, hoje, o Santa Clara tem pela frente – como, aliás, em muitos outros períodos da sua história – uma série de desafios para vencer. Uns são, efectivamente, de grande monta, prevendo-se que seja muito árdua a luta. Mas, tal como no passado, com a entrega empenhada e desinteressada de todos os santaclarenses e dos seus amigos, saberemos, certamente, vencê-los, não só no plano desportivo, mas também no organizacional e no económico-financeiro.
O Santa Clara precisa de reunir muitos recursos, para fazer face a este período, ainda complicado, da sua vida. Necessitamos de recursos materiais e financeiros. Mas os recursos mais preciosos são, sem dúvida, as pessoas, a sua disponibilidade e entrega, e o seu apoio e acompanhamento constantes.
Só caminhando juntos conseguiremos ser bem sucedidos – como, aliás, o prova a nossa história… Estamos, ainda, a atravessar uma fase difícil. Mas, só chegámos até aqui – e já passamos por situações de quase insolvência técnica… – porque pudemos contar com a compreensão e o apoio de pessoas e entidades várias.
Neste particular, é um imperativo moral enaltecer a disponibilidade, a compreensão e o apoio que o Governo dos Açores tem dispensado sempre ao CD Santa Clara, que lhe ficará eternamente agradecido porque, quando se fecharam algumas portas, foi o Governo dos Açores – muitas vezes com o empenho pessoal do Presidente Carlos César e membros do seu governo – quem se mobilizou para que se nos abrissem outras portas.
O nosso muito obrigado, bem do fundo do coração.
O CD Santa Clara vai continuar, certamente, a ser levado ao colo dos seus sócios, adeptos e simpatizantes, espalhados por todas as ilhas da região, pelo restante território nacional e pela diáspora, numa caminhada que esperamos nos recoloque no lugar a que julgamos ter direito no panorama desportivo nacional.
Saberemos, sem dúvida, ser motivo de orgulho desta região e das suas populações, e um seu embaixador para além das fronteiras geográficas do arquipélago.
Bem hajam todos, pelo carinho que nutrem pelo Santa Clara, pelo vosso apoio e pela vossa presença, hoje, aqui.
Muito, e muito, obrigado.
Viva o Santa Clara!!!

Autor: João Patrício

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